Guarulhos: Ter um trabalhador no Conselho da Administração- GRU Airport é uma conquista fantástica

A frase é do diretor jurídico do SINA/CUT, Marcelo Tavares, em entrevista ao Portal CNTT/CUT

Escrito por: Redação - CNTT/CUT • Publicado em: 28/05/2014 - 08:00 Escrito por: Redação - CNTT/CUT Publicado em: 28/05/2014 - 08:00

Peterson e Tavares na sala do Sina no Aeroporto de Guarulhos - Foto: Mídia ConsultePeterson e Tavares na sala do Sina no Aeroporto de Guarulhos - Foto: Mídia ConsulteHá dois anos, Peterson Patrício trabalha como técnico no Departamento de Cargas do TECA-GRU Airport (Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos) – considerado o maior em volume da América Latina. Ele faz parte do quadro de 1.717 funcionários contratados pela Concessionária, que assumiu o controle de operações em 2013. Junto com os contratados pela GRU trabalham mais 600 aeroportuários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) -- que pelo regime de concessão do governo federal detém 49% das ações do Aeroporto. Hoje, ele assume outra missão importante: é o primeiro trabalhador eleito pelos funcionários do GRU Airport a fazer parte do Conselho da Administração da Concessionária, formado por altos executivos e membros da Infraero, que representam o governo federal.

Essa conquista foi alcançada graças ao Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina/CUT). “Conseguimos com muita luta colocar no edital e no contrato de concessão a previsão da eleição de um trabalhador como membro deste Conselho. Isso é uma conquista fantástica, que não é comum nas empresas privadas”, explica o diretor jurídico do Sina, Marcelo Tavares, funcionário na Infraero há 19 anos. Começou como fiscal de pátio e hoje é instrutor de legislação operacional.

O Portal da CNTT/CUT conversou com os companheiros Tavares e Peterson, na sala do Sina, no Aeroporto de Guarulhos, na segunda semana deste mês. Peterson falou sobre a sua indicação ao Conselho, a importância da parceria com o SINA e o que espera à frente deste novo desafio. Confira a seguir:

CNTT/CUT: Quando você começou a trabalhar no Aeroporto de Guarulhos?
Peterson: Tenho 28 anos de idade, sou solteiro, moro em São Matheus, zona leste de São Paulo, em uma região periférica. Tenho experiência na área de logística. Comecei no Aeroporto na primeira turma da operação em 1º de novembro de 2012 -- período da transição entre a Infraero e a Concessionária, GRU Airport, que assumiu em fevereiro de 2013 as operações no Aeroporto. Atuo no Departamento de Cargas do TECA, na área de liberação e importação. Minha responsabilidade é apresentar os resultados sobre cargas. Eu entrego cargas, sou fiel depositário, faço a entrega, liberação e expedição das cargas armazenadas no departamento de importação.

CNTT: Quantas cargas são despachadas diariamente?
Peterson: Não é possível calcular a quantidade exata, porque cada documento tem uma quantidade variada. Já chegamos a bater metas de 2.500 documentos por dia, isso pode representar uma quantidade de 50 a 100 mil volumes de cargas.

CNTT: Qual é a importância de participar do Sina?
Peterson: Eu sempre participei dos sindicatos de trabalhadores das empresas em que eu atuei. Para mim o Sindicato tem um papel importante dentro das instituições, ele é o órgão que briga pelos direitos dos trabalhadores.

CNTT: Você foi eleito membro do Conselho Administrativo do GRU Airport. Conte-nos como foi a eleição?
Peterson: A eleição aconteceu no início deste ano e no total foram 720 votos. Disputaram junto comigo quatro trabalhadores. Eu era o único do TECA na disputa. Fui eleito com quase 270 votos.

CNTT: Como funciona o Conselho?
Peterson: Ainda não tivemos uma reunião com o Conselho, fizemos apenas uma apresentação formal. O Conselho é composto por nove conselheiros, sendo cinco eleitos pelos acionistas da empresa, três pela Infraero e eu que fui eleito pelos funcionários do chão do Aeroporto.

CNTT: Quais são as suas propostas para este Conselho?
Peterson: Precisamos de um Grêmio para todos. Somos atualmente 1.717 trabalhadores. Quem trabalha no Aeroporto sabe que a rotina é muito estressante, por isso, é fundamental uma área recreativa e de lazer para as pessoas relaxarem e aproveitarem com seus familiares. O primordial hoje seria um espaço para que o funcionário pudesse relaxar na hora do almoço, praticar um esporte, fazer algo para distrair a mente. É importante o SINA participar deste processo. A Concessionária como empresa pode ceder o espaço e o Sindicato deve representar os funcionários.

CNTT: Como você imagina o Aeroporto em 2032, quando terminará o prazo de concessão?
Peterson: Hoje atendemos cerca de 30 milhões de passageiros por ano. Acredito que, com os investimentos que estão sendo feitos, alcançará a marca de 65 milhões de passageiros por ano. O Brasil precisa disso, somos a porta de entrada para o mundo. 

Título: Guarulhos: Ter um trabalhador no Conselho da Administração- GRU Airport é uma conquista fantástica, Conteúdo: Há dois anos, Peterson Patrício trabalha como técnico no Departamento de Cargas do TECA-GRU Airport (Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos) – considerado o maior em volume da América Latina. Ele faz parte do quadro de 1.717 funcionários contratados pela Concessionária, que assumiu o controle de operações em 2013. Junto com os contratados pela GRU trabalham mais 600 aeroportuários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) -- que pelo regime de concessão do governo federal detém 49% das ações do Aeroporto. Hoje, ele assume outra missão importante: é o primeiro trabalhador eleito pelos funcionários do GRU Airport a fazer parte do Conselho da Administração da Concessionária, formado por altos executivos e membros da Infraero, que representam o governo federal. Essa conquista foi alcançada graças ao Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina/CUT). “Conseguimos com muita luta colocar no edital e no contrato de concessão a previsão da eleição de um trabalhador como membro deste Conselho. Isso é uma conquista fantástica, que não é comum nas empresas privadas”, explica o diretor jurídico do Sina, Marcelo Tavares, funcionário na Infraero há 19 anos. Começou como fiscal de pátio e hoje é instrutor de legislação operacional. O Portal da CNTT/CUT conversou com os companheiros Tavares e Peterson, na sala do Sina, no Aeroporto de Guarulhos, na segunda semana deste mês. Peterson falou sobre a sua indicação ao Conselho, a importância da parceria com o SINA e o que espera à frente deste novo desafio. Confira a seguir: CNTT/CUT: Quando você começou a trabalhar no Aeroporto de Guarulhos? Peterson: Tenho 28 anos de idade, sou solteiro, moro em São Matheus, zona leste de São Paulo, em uma região periférica. Tenho experiência na área de logística. Comecei no Aeroporto na primeira turma da operação em 1º de novembro de 2012 -- período da transição entre a Infraero e a Concessionária, GRU Airport, que assumiu em fevereiro de 2013 as operações no Aeroporto. Atuo no Departamento de Cargas do TECA, na área de liberação e importação. Minha responsabilidade é apresentar os resultados sobre cargas. Eu entrego cargas, sou fiel depositário, faço a entrega, liberação e expedição das cargas armazenadas no departamento de importação. CNTT: Quantas cargas são despachadas diariamente? Peterson: Não é possível calcular a quantidade exata, porque cada documento tem uma quantidade variada. Já chegamos a bater metas de 2.500 documentos por dia, isso pode representar uma quantidade de 50 a 100 mil volumes de cargas. CNTT: Qual é a importância de participar do Sina? Peterson: Eu sempre participei dos sindicatos de trabalhadores das empresas em que eu atuei. Para mim o Sindicato tem um papel importante dentro das instituições, ele é o órgão que briga pelos direitos dos trabalhadores. CNTT: Você foi eleito membro do Conselho Administrativo do GRU Airport. Conte-nos como foi a eleição? Peterson: A eleição aconteceu no início deste ano e no total foram 720 votos. Disputaram junto comigo quatro trabalhadores. Eu era o único do TECA na disputa. Fui eleito com quase 270 votos. CNTT: Como funciona o Conselho? Peterson: Ainda não tivemos uma reunião com o Conselho, fizemos apenas uma apresentação formal. O Conselho é composto por nove conselheiros, sendo cinco eleitos pelos acionistas da empresa, três pela Infraero e eu que fui eleito pelos funcionários do chão do Aeroporto. CNTT: Quais são as suas propostas para este Conselho? Peterson: Precisamos de um Grêmio para todos. Somos atualmente 1.717 trabalhadores. Quem trabalha no Aeroporto sabe que a rotina é muito estressante, por isso, é fundamental uma área recreativa e de lazer para as pessoas relaxarem e aproveitarem com seus familiares. O primordial hoje seria um espaço para que o funcionário pudesse relaxar na hora do almoço, praticar um esporte, fazer algo para distrair a mente. É importante o SINA participar deste processo. A Concessionária como empresa pode ceder o espaço e o Sindicato deve representar os funcionários. CNTT: Como você imagina o Aeroporto em 2032, quando terminará o prazo de concessão? Peterson: Hoje atendemos cerca de 30 milhões de passageiros por ano. Acredito que, com os investimentos que estão sendo feitos, alcançará a marca de 65 milhões de passageiros por ano. O Brasil precisa disso, somos a porta de entrada para o mundo.